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domingo, 4 de dezembro de 2011

O "Expresso" espreitou o DIÁRIO ÍNTIMO

ORAÇÃO DA NOITE

Quando vier a tristeza
faz que ela tenha uma grandeza.

Quando vier a dor
faz que ela seja bela como o amor.

Quando vier a rara alegria
faz que ela seja pura como a luz do dia.

Quando vier a noite,
mansa, a envolver teu coração,
faz que ela traga ao erro o seu perdão.






Algumas palavras de António Guerreiro sobre o DIÁRIO ÍNTIMO, de Luís Amaro:
"A sua poesia busca as raízes num lirismo íntimo da tradição poética portuguesa, relativamente impermeável ao efeito pessoano. E é aí nesse lirismo que se compraz na exploração da experiência íntima e emotiva do tempo que passa, que devemos procurara as motivações mais profundas desta poesia, que tem a qualidade da "sinceridade" passional e da afetação plácida sem arrebatamentos retóricos. Ler a poesia de Luís Amaro é descobrir caminhos menos sinalizados da poesia portuguesa de meados do século XX."

terça-feira, 22 de novembro de 2011

FIALHO DE ALMEIDA


Fialho de Almeida, o mestre de Fernando Pessoa (Bernardo Soares), regressa pela mão de vários investigadores. Livro apoiado pelo DLL e CEL da Universidade de Évora, FCT, Câmara Municipal da Vidigueira e Câmara Municipal da Cuba.
Org. António Cândido Franco.


ISBN: 978-972-8661-72-4
256 páginas

pvp: 10 €

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O PASSEANTE IMÓVEL


WALSER, O PASSEANTE


Chegou bem mudado com gravata e chapéu.
Levava no braço um guarda-chuva apesar de fazer sol.
Sentou-se na cisterna, contemplou o campo
e com um gesto amoroso disse: Tudo é tão belo
que me dá pena deixar estes caminhos para ser um morto.
Dei-lhe água e os gatos subiram-lhe para cima,
mas as galinhas viram nele algo estranho.
Falou-me com ternura dos anos em que viveu
fechado num santuário de doentes mentais.
Se pudesse, disse-me, garanto
que..., e muito triste parou com um rictus de choro,
enquanto o galo espantado por uma sombra fugiu.
Endireitou o chapéu, exclamou bondoso:
Adeus! Volto para o inferno!, e estendeu-me a mão.
Quando partia quis oferecer-lhe uns ovos.
No sítio para onde vou, riu, o real não existe.

PONÇ PONS, Pessoanas
Ed. Licorne, 2011

domingo, 7 de fevereiro de 2010

JOEL HENRIQUES na Casa Fernando Pessoa


Joel Henriques e António Carlos Cortez; Casa Fernando Pessoa, dia 15 de Janeiro de 2010.

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