sexta-feira, 4 de maio de 2012

Trecho de CARTA DE SÓCRATES A ALCIBÍADES

Um trecho do livro inaugural de MIGUEL REAL, Carta de Sócrates a Alcibíades, seu vergonhoso amante (ainda disponível na Licorne):

«Chamo-te hoje, Alcibíades sempre louco, à ordem do amor, como chamo Platão à ordem do filosofar, Cármides à da dura política e Laquetes à da coragem sem limite. É de amor que contigo quero falar. Que digo eu, por Radamanto!; falar de amor é tão terno e deleitoso como entre os rijos braços suportar sem esforços os refegos de carne rosa de um bebé nosso filho - mas não se deve falar de amor entre amantes se em seguida o não se fizer. A que me condenas, duro Alcibíades?, que loucas lágrimas me forças a chorar?, que tremuras de alma e dolorosos suspiros pelo teu vibrante corpo sinto!»

2ª edição
Desenhos de Maria José Ferreira
68 páginas
pvp: 8€

isbn: 978-972-8661-59-5

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