quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Pessoa na F. C. Gulbenkian e PESSOANAS



NAMORADO

Tu que és tantos e achavas isso do amor
uma coisa vulgar e ao olhares envergonhado
para uma mulher pensavas que eras um ser superior,
diz lá agora estranhado de parecer um enternecido
jovenzinho que suspira romântico de nostalgia:
Quem é esta Ophelinha que te faz perder a cabeça?




PONÇ PONS, Pessoanas
(Prémio "Afonso O Magnánimo, Valência de Poesia" e "Prémio da Crítica da Associação de Escritores")

Ed .Licorne, 2011
Edição bilingue
Prólogo de Perfecto E. Cuadrado
PVP: 8 €


*
(Na livraria Almedina, do C.A.M.)



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Capa de LIRA e um poema



O livro-espectro. Uma fina lâmina de cristal penetra o leitor, ou será antes uma agulha de gelo? Trespassado pelo frio, o leitor é levado até à beira do rio Styx. Observa-se neste espelho mortal e o sangue coagula de espantação. É a obra perfeita - o livro matou o seu autor. Os espectros deslocam-se à velocidade da luz e assim migram de livro para livro.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

LIRA, de Manuel Silva-Terra, na COLÓQUIO-LETRAS


[...]
Marcante também o «Livro-Comunidade» - e com ele terminamos este périplo necessariamente incompleto, deixando à atenção do leitor tantos outros seres-livros para percorrer, tocar, respirar «boca-a-boca» - particularmente intenso, impresso na cidade ao mesmo tempo que a expressa, por ela escrito à medida que a inscreve. A cidade é o livro, o livro é a cidade.
FERNANDO DE CASTRO BRANCO

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